Privados paralisam transporte marítimo de passageiros em Inhambane

Como forma de evitar a contaminação pelo Coronavírus, as autoridades em Inhambane decidiram, entre várias medidas, limitar a lotação para 30 passageiros por barco. Mas a decisão não foi de todo bem recebida pelos operadores privados do ramo. Na manhã desta quarta-feira, muitos deles paralisaram as actividades alegando que a medida cria prejuízos.

Segundo Anselmo Bié, da Direcção Provincial dos Transportes e Comunicações em Inhambane, a medida visa garantir o distanciamento de pelo menos um metro entre as pessoas, recomendado pelo Governo, para retrair a contaminação pelo COVID-19.

Entretanto, muitos proprietários de embarcações decidiram paralisar as actividades alegadamente porque a medida está a criar prejuízos aos transportadores.

O presidente da Associação dos Transportadores Marítimos em Inhambane, Pedro Daniel, disse ao “O Pais” que os associados entendem que se trata de uma medida necessária, porém, não só não está a dar lucro, como também está a criar outros prejuízos aos transportadores.

Pedro Daniel avança para já com duas saídas para o problema. Uma é que o Governo garanta uma comparticipação na compra de combustíveis. Outra é que sejam os passageiros a comparticipar, aumentando o preço do bilhete de passagem.

Quem sofre são os passageiros que ficam mais de 40 minutos na fila de espera para comprar um bilhete, debaixo do sol forte e sem respeitar o distanciamento recomendado, de pelo menos um metro.

Apesar da paralisação, a associação dos transportadores marítimos diz ainda não tem nenhum posicionamento definitivo em relação ao assunto.

Refira-se que cerca de dois mil passageiros fazem a travessia entre as cidades de Inhambane e Maxixe, transportados por cerca de 30 embarcações.

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